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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Tô descobrindo se o que eu ainda nutro por você é uma espécie de ódio ou um carinho descarado demais.

terça-feira, 15 de maio de 2012


"Just take it easy
And celebrate the malleable reality
You see, nothing is ever as it seems
Yeah, This life is but a dream."

Pintei os cabelos. Como quem pinta uma alma, descolori. Como quem descobre o pote de ouro no fim do arco-íris, imaginei. Pra ganhar novas cores, pintei de branco. Que pra deixar ser, aliviou.


Eu pintei meus cabelos.

domingo, 13 de maio de 2012

Entre tantas e outras coisas...

A morte é a ausência definitiva. Cravada na rotina do dia-a-dia ela ganha cor nas pequenas ações que antes não faziam algum sentido. É a ausência presente. Está nas fotos que não atraíam mais olhares, mas que agora despertam uma triste atenção. Atenção de quem quer relembrar o que foi deliciosamente agradável. Lugares comuns onde ficam os porta-retratos dão vazão a olhares nostálgicos do que se foi; e não poderá mais ser. É a pia do banheiro que desperta lembrança, é o baú que remete a um sorriso largo... é a comida que já não está mais ali. É a ausência que se sente minimamente em cada pedacinho, agora, vazio da própria casa. A companhia que vai se descobrindo, sorrateiramente, também vazia. O que é saudade, se torna lembrança do que não pode mais vir a ser. A morte é a definição de como será a partir do agora.


domingo, 15 de janeiro de 2012

Eu quero meu lápis de volta. Meu desejo esconde a vontade de saber como estão as suas coisas. Apesar de saber que o lápis é meu, e é ele o que menos importa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Depois de um certo tempo de qualquer vínculo quebrado, ficam na lembrança apenas as sensações boas que as pessoas despertaram. Memória auto destrutiva? Não chamaria assim. Quisera eu conviver só com esses substantivos & adjetivos deliciosamente gostosos de ser (re)vividos. Mas não é assim. Somos água e fogo. E, graças a não sei o quê, a vida trata de filtrar as coisas para que tudo volte ao seu lugar. Sempre. E é numa música, numa ligação, num pôr do sol de verão, que a gente acaba enxergando que a vida não é meramente rotina de quem "vai vivendo". Tem que existir alguma coisa a mais... e um dia, numa música, numa ligação ou num pôr do sol de verão a gente dá sentido às coisas que não tem nome. Até porque o que fica é a esperança de renovação... como essa bem gostosa que a gente vive em todos os primeiros instantes de (re)começo.

2012, seja bem-vindo!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Está tudo onde deveria estar.


Que a esperança dos novos dias continuem embalando meus sonhos, devaneios e minha mania de achar que tudo pode ser maravilhoso. Essa esperança que me faz ser intocável, querer ser mais, e buscar uma felicidade deliciosamente independente.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

2012

A verdade é que eu nunca soube "o-que-vou-ser-quando-crescer". Até por que eu nunca achei que cresci.

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Hora de cuidar de mim. O tempo de deixar a vida me levar acabou. Aliás, há muito eu deveria estar cansada de porres e ressacas morais. Hora de acordar!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Ao andar pela sala, vê a necessidade de trocar o forro das almofadas, de arrumar infiltrações no teto, de corrigir o mau contato do abajur. Mas não tem vontade de consertar a vida. O conserto exige esperança." (CARPINEJAR)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Notas

Meu relógio psicológico é desajustado. A fossa que era pra ter chegado, mais ou menos, três semanas atrás, vem se aprochegando de mim agora. Justo agora. No início, quem tava sentindo falta? Eu que não era. Mas é uma fossa estranha. Eu olho nossas fotos e vejo que o amor estava ali, mas acabou. Eu sinto falta das ligações, da preocupação. Mas, não tenho saudade do que a gente era junto. Eu tenho saudade do que a gente viveu junto, e já trago como uma lembrança gostosa. E eu sei onde quero ela: no passado. A fossa é quando eu penso e não acho ninguém pra me tratar feito uma namorada. Talvez sintomas de um coração cômodo e preguiçoso. Sim, porque paixonites dão muito trabalho - e são gostosinhas. whatever.

***

Há muito tempo venho manifestando meu interesse em fazer um piercing. É que tenho procurado várias coisas, e tomado atitudes, de quem quer ver uma mudança na vida. Seja um piercing, um corte novo... Outro dia tava com uma sensação tão boa de que iria acontecer algo bom; algo muito bom. Fiquei ansiosa o dia todo. Resultado? comi feito uma louco e nada aconteceu. Ainda tenho uns disparates desses, mas pra quem quer colocar um piercing na barriga, não fica nada bem exibir um panceps gordinho. E pra que eu tô escrevendo isso? Pra vê se entra na cabeça que isso é sintoma da fossa citada acima.

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Reveillon. Porto Seguro seria o meu destino. Mas, entre as amiguinhas que tenho, tá difícil achar uma que esteja na mesma vibe que eu. Só tenho as 8 ou 80. Foda! 4 dias de festas. Chega bate tristeza de não ter comprado esta merda ainda. Mais um sintoma de quem está na fossa citada acima. Dps de quase dois anos sem procurar festa pra ir, me encontro sem companhia "certa" de reggae. Foda!!!!!

sábado, 17 de setembro de 2011

(Des)obrigando a vida!

"Desobrigação de tudo". Tive a felicidade de ler essa frase em um twitter de uma profissional de comunicação e me apaixonei. Ela resume, com primor, a fase atual da minha vida. Coincidências mil foram me levando a um caminho que eu precisava seguir: essa coisa gostosa de se sentir aberta para a vida. E até parece mesmo que aquela coisa de zodíaco funcionou (certa feita recebi um email afirmando que a chegada dos 20 anos representava o ano 0, apontando uma espécie de recomeço - mensagem essa com palavras bem mais incrementadas... whatever).

Depois que os momentos passam e o sangue dá aquela esfriada, eu consigo enxergar melhor o que de fato aconteceu. Como acredito muito nessa coisa de energia - e ando um tanto quanto tentando elevar meu espírito (sério!) - acho que meu amigão me fez um doce agrado. O peso nas costas acabou. Agora eu tenho uma desobrigação gostosa com a vida... que o dia não precisa acontecer de acordo com os planos e cronômetros pra ser gostoso... que os deveres vão se ajeitando na rotina... que as coisas vão caminhando tão naturalmente... e eu me pergunto, como é que faz pra ser assim sempre?

A frase da minha colega despertou minha paixão pelas coisas do mundo. A desobrigação de tudo. Aplicando teoria à prática: eu não fico irritada com o engarrafamento diário das 18h pós job; eu canto música com a alma e adoro uma saidinha de rotina durante a semana. Teria outro diagnóstico para o meu caso, se não paixão? Agora eu tenho duas, cinco, mil borboletas voando na barriga! Clichê, mas eu tô me apaixonando todo dia. E não me sinto na obrigação em estar apaixonada. Tô com um coração vagabuuuuuundo que só. E satisfeita.